Considerado um dos mais importantes equipamentos culturais de Salvador, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira acaba de ampliar sua estrutura no Centro Histórico da capital baiana e passa a funcionar em um complexo formado por dois edifícios. Os espaços receberam os nomes da artista plástica Yêdamaria e do poeta, compositor e educador Jorge Portugal, em homenagem a duas personalidades que ajudaram a construir a história cultural da Bahia e contribuíram para a trajetória da própria instituição.

Criado para valorizar, preservar e difundir a produção artística, histórica e cultural da população negra, o MUNCAB ocupa um lugar de destaque na história de Salvador. O museu funciona como espaço de memória e reflexão sobre a contribuição africana e afro-brasileira para a formação da sociedade, além de abrir espaço para artistas, pesquisadores e iniciativas ligadas à cultura negra.

A história do MUNCAB está ligada a um movimento de valorização da memória e da produção cultural afro-brasileira em Salvador. As articulações para a criação do museu começaram em 2002 e contaram com a participação de nomes importantes da cultura baiana, entre eles Jorge Portugal, além da atuação da Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (AMAFRO).

Desde então, o museu se consolidou como um espaço dedicado à preservação e à difusão da cultura afro-brasileira, reunindo diferentes manifestações artísticas e promovendo ações voltadas à educação, à pesquisa e à formação de novos públicos. Em uma cidade marcada pela forte presença da herança africana, o MUNCAB também desempenha um papel importante na preservação de memórias e trajetórias negras que fazem parte da identidade de Salvador e da Bahia.

A nova estrutura, então, amplia as possibilidades do museu para receber exposições, atividades educativas, ações de formação e uma programação cultural voltada à arte e à cultura afro-brasileira.

Sede principal do MUNCAB, o Edifício Yêdamaria funciona no antigo prédio do Thesouro Estadual. Já o Edifício Jorge Portugal ocupa o imóvel onde funcionava a antiga Assistência Pública. O espaço passa por um processo de requalificação e será voltado especialmente para atividades de formação, pesquisa e apresentação de novos artistas. Mesmo ainda em obras, o local já recebe a exposição Tincoã.

A expansão marca uma nova fase do MUNCAB, que tem Cíntia Maria como diretora-geral e Jamile Coelho na direção artística. A proposta é consolidar o museu como um espaço de preservação, produção e circulação de conhecimento, reunindo arte, educação e memória no coração do Centro Histórico de Salvador.