A Baixa dos Sapateiros e a Barroquinha, duas das regiões mais tradicionais do Centro Histórico de Salvador, vão passar por um novo processo de revitalização com o programa Renova Baixa dos Sapateiros, que prevê ações para recuperar o patrimônio histórico, estimular novos negócios e aumentar a circulação de pessoas na região.

A iniciativa será desenvolvida em quatro frentes: recuperação de cerca de 250 fachadas de imóveis, incentivos fiscais, qualificação e consultoria para empreendedores e realização de eventos culturais, comerciais e de negócios.

A região também será contemplada com o projeto Fachadas da Memória, que terá investimento de aproximadamente R$ 7 milhões. Com o objetivo de recuperar a identidade arquitetônica do local, valorizando elementos que ajudam a contar parte da história de Salvador e da Bahia, a iniciativa prevê a recuperação, valorização e preservação das edificações históricas localizadas entre a Avenida José Joaquim Seabra e o final de linha da Barroquinha.

O trabalho começou com um levantamento e catalogação dos imóveis, seguido de pesquisas em bases do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e no acervo da Biblioteca da Fundação Mário Leal Ferreira. As equipes também fotografaram os imóveis, fizeram desenhos digitais das fachadas e estudaram as cores de cada edificação.

Além da recuperação das fachadas, os imóveis poderão receber um pacote de incentivos fiscais para estimular a retomada da atividade econômica. Entre as medidas previstas estão isenção de IPTU por cinco anos, redução do ISS e isenção total da TFF, seguindo o modelo adotado pelo programa Renova Centro.

A Prefeitura também pretende oferecer qualificação e consultoria aos comerciantes e empreendedores que já atuam na região, além de buscar novos negócios com produtos e serviços diferenciados, com o objetivo de diversificar o comércio local.

A programação cultural também fará parte da estratégia de revitalização. A Prefeitura pretende ampliar a realização de eventos culturais, comerciais, convenções e festivais para aumentar o fluxo de moradores e visitantes. A proposta é movimentar equipamentos públicos da região, como o Mercado de São Miguel, e estimular uma nova ocupação dos espaços pela população. A iniciativa segue uma estratégia semelhante à adotada em outras áreas do Centro Histórico, como a Rua Chile e o Pelourinho, que passaram por ações de requalificação e receberam novos eventos e atividades.