O bairro de Santo Antônio Além do Carmo, um dos mais tradicionais e históricos de Salvador, pode ganhar o reconhecimento de importantes manifestações religiosas e culturais como Patrimônio Cultural Imaterial do município. Cinco projetos de lei apresentados à Câmara Municipal de Salvador propõem a valorização e preservação de tradições centenárias do bairro.

As propostas são de autoria do vereador João Cláudio Bacelar (Podemos) e têm como objetivo preservar a memória cultural de Santo Antônio Além do Carmo, fortalecer a identidade de Salvador e ampliar o potencial do turismo religioso e cultural na capital baiana.

Ao todo, cinco manifestações e instituições religiosas do bairro estão contempladas nos projetos de lei apresentados. São elas a Trezena de Santo Antônio Além do Carmo, Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição dos Pardos, Procissão do Encontro, Irmandade do Divino Espírito Santo e a Irmandade do Santíssimo Sacramento e Santo Antônio Além do Carmo.

Caso as propostas avancem, o Poder Executivo poderá desenvolver iniciativas voltadas à preservação, valorização e divulgação das manifestações religiosas e culturais de Santo Antônio Além do Carmo.

Entre as ações previstas estão a realização de pesquisas, registros históricos, atividades culturais e iniciativas voltadas ao turismo religioso em Salvador. Os projetos também permitem a criação de parcerias com instituições públicas e privadas e entidades da sociedade civil.

Segundo João Cláudio Bacelar, o reconhecimento das tradições é uma forma de preservar a memória e a identidade da cidade, além de contribuir para o desenvolvimento do turismo religioso e cultural.

“Reconhecer essas tradições do Santo Antônio Além do Carmo como Patrimônio Cultural Imaterial é fortalecer ainda mais esse potencial, preservando nossa história e ampliando as oportunidades para o turismo religioso e cultural”, afirmou o vereador.

Santo Antônio Além do Carmo e a importância cultural para Salvador

Localizado no Centro Histórico de Salvador, Santo Antônio Além do Carmo é conhecido por seu conjunto arquitetônico, igrejas, festas tradicionais, irmandades e manifestações culturais e religiosas.

Para Bacelar, a valorização dessas tradições pode contribuir para aumentar a visibilidade do bairro e criar novos atrativos para moradores e turistas que visitam a capital baiana.

“Quando valorizamos nossas irmandades, procissões e celebrações populares, fortalecemos a identidade do povo soteropolitano e criamos novos atrativos para quem visita a cidade. Preservar esse patrimônio é investir na cultura, na memória e também no desenvolvimento de Salvador por meio do turismo religioso”, concluiu.