O Centro Cultural Solar Ferrão, um dos principais patrimônios históricos de Salvador, foi reaberto ao público após passar por um amplo processo de requalificação física, museológica e expográfica. Localizado no coração do Pelourinho, o espaço volta a receber visitantes com ambientes modernizados, novos recursos de acessibilidade e uma proposta que integra história, arte e diversidade cultural.

A reforma marca uma nova fase do equipamento, que passa a oferecer uma experiência de visitação mais interativa e contemporânea, valorizando tanto o acervo quanto a própria arquitetura do edifício, considerado um dos mais importantes exemplares da arquitetura civil colonial da Bahia.

O que mudou no Solar Ferrão?

A requalificação contemplou melhorias na infraestrutura, modernização dos sistemas de segurança, renovação dos percursos expositivos e implantação de novos recursos de mediação cultural.

A principal mudança está na forma como as exposições são apresentadas. Em vez de coleções separadas, o novo projeto reúne os acervos em uma narrativa única sobre a formação histórica e cultural da Bahia.

O percurso conecta obras do Museu de Arte Sacra Abelardo Rodrigues, peças das culturas populares e afro-brasileiras reunidas pela pesquisadora Emília Biancardi e objetos africanos da Coleção Claudio Masella, destacando a diversidade de influências que moldaram a identidade baiana.

Segundo a proposta museológica, o próprio edifício passa a fazer parte da exposição, permitindo que os visitantes conheçam não apenas as coleções, mas também a história do casarão e sua importância para o Centro Histórico de Salvador.

Conheça a história do Solar Ferrão

Construído entre os séculos XVII e XVIII, o Solar Ferrão é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e é considerado um dos mais preservados casarões coloniais da capital baiana.

O imóvel chama atenção pela arquitetura adaptada ao relevo do Pelourinho. Enquanto a fachada principal possui três pavimentos, os fundos chegam a seis andares, acompanhando o declive natural do terreno.

Ao longo dos séculos, o casarão teve diferentes funções e hoje abriga um dos mais importantes centros culturais da Bahia, reunindo coleções de arte sacra, objetos africanos e manifestações da cultura popular.

Casa das Matriarcas amplia homenagem às religiões de matriz africana

Outra atração do complexo é a Casa das Matriarcas Odé Kayodè, incorporada ao Solar Ferrão em 2025.

O espaço funciona na casa onde nasceu Mãe Stella de Oxóssi e foi criado para preservar a memória das grandes lideranças femininas das religiões de matriz africana. A iniciativa homenageia mulheres que tiveram papel fundamental na preservação das tradições afro-brasileiras e reforça o compromisso do centro cultural com a valorização da diversidade e da ancestralidade.

Onde fica o Solar Ferrão?

O Centro Cultural Solar Ferrão está localizado na Rua Gregório de Matos, nº 45, no Pelourinho, um dos principais pontos turísticos de Salvador.