O artista turco Refik Anadol acaba de inaugurar o DATALAND, considerado o primeiro museu do mundo inteiramente dedicado à arte criada com inteligência artificial. Localizado no complexo The Grand LA, em Los Angeles, o espaço marca um novo capítulo na produção e difusão da arte digital, reunindo experiências imersivas, tecnologia de ponta e pesquisa voltada às linguagens criadas com IA.
O museu foi fundado por Anadol e sua parceira, a artista e pesquisadora cultural Efsun Erkılıç. O projeto arquitetônico foi desenvolvido em parceria com o escritório Gensler e a consultoria global de engenharia Arup, resultando em um espaço de aproximadamente 2.300 metros quadrados distribuídos em cinco galerias permanentes.
Reconhecido internacionalmente por transformar grandes volumes de dados em experiências visuais imersivas, Refik Anadol já apresentou seus trabalhos em instituições como o MoMA, Centre Pompidou, Guggenheim Bilbao e Casa Batlló. No Brasil, o artista conquistou o público com a exposição Machine Hallucinations, realizada na Oca, no Parque Ibirapuera, entre novembro de 2022 e janeiro de 2023.
DATALAND reúne instalações imersivas e tecnologia de última geração
O conceito do DATALAND aposta em projeções monumentais, esculturas digitais, paisagens sonoras, aromas e ambientes multissensoriais que se transformam continuamente durante a visita.
Entre as principais atrações está o Infinity Room, um cubo tridimensional formado por painéis de LED inspirado no voo de um beija-flor. O museu também conta com o Data Pavilion, equipado com 84 projetores 4K; a Latent Gallery, que revela ao público como os algoritmos e os dados são transformados em obras de arte; e o The Sanctuary, instalação que une um canto sagrado do povo Yawanawá à fragrância da flor-da-lua, espécie amazônica que floresce apenas uma noite por ano.
Outra novidade é a possibilidade de interação por meio de sensores biométricos. Quem optar pela tecnologia poderá influenciar parte das instalações em tempo real, tornando a experiência ainda mais personalizada.
Exposição inspirada na Amazônia
A mostra Machine Dreams: Rainforest, que marca a inauguração do museu, ficará em cartaz até 31 de janeiro de 2027. Inspirada na Floresta Amazônica, a exposição utiliza uma ampla base de dados ambientais para criar uma interpretação sensorial da natureza, combinando imagens geradas por inteligência artificial, movimento, sons e fragrâncias em todas as galerias do museu.
Novo polo para arte digital em Los Angeles
Além das exposições, o museu funcionará como um centro de pesquisa, produção e preservação da arte digital. A instituição também anunciou que lançará seu primeiro programa internacional de residências artísticas, desenvolvido em parceria com o Google Arts & Culture, ampliando seu papel como referência mundial na interseção entre arte, tecnologia e inteligência artificial.
Andrea Velame nasceu com uma premissa: fazer a diferença. Desde nova, seu desejo era realizar, realizar grande, realizar o que muitos acham até impossível. À frente do tempo ela cursou Administração de Empresas e se especializou em Marketing. Sem medo, Andrea tem uma capacidade de se reinventar e se readequar às adversidades da vida e assim transitou por diversas áreas. Atuou como designer de interiores, foi lojista, restaurateur, teve indústria moveleira, fez desenvolvimento de produtos, até retornar para onde tudo começou: comunicação e marketing.