O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira inaugurou recentemente o Jardim das Esculturas, mais nova opção de lazer da capital baiana no Centro Histórico. O espaço reúne espécies vegetais associadas às tradições afro-brasileiras e esculturas, criando um ambiente que dialoga com saberes ancestrais e práticas culturais.

Instalado em um espaço que anteriormente abrigava uma Delegacia de Jogos e Costumes, o local passou por um processo de ressignificação e hoje é dedicado à convivência, ao descanso e à fruição artística, em um ambiente aberto e acessível para moradores e visitantes que buscam atividades culturais ao ar livre, especialmente nos fins de semana.

As espécies vegetais associadas às tradições afro-brasileiras foram plantadas por meio de uma parceria com a Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal. O jardim também se destaca por adotar soluções sustentáveis, como sistema de captação de água da chuva e um meliponário de abelhas sem ferrão, contribuindo para a preservação ambiental e a educação ecológica.

A diretora do Muncab, Cíntia Maria, afirma que o Jardim das Esculturas surge com a proposta de unir contemplação, aprendizado e contato com a natureza. “É mais uma opção de lazer qualificada em Salvador, ideal para passeios em família, encontros entre amigos e experiências culturais ao ar livre e, o melhor, bem no coração da cidade”, destaca.

Exposição inspirada em Exu

Além do paisagismo que estimula o contato com a natureza, o público pode conferir obras de arte integradas ao jardim, a exemplo da exposição Padê Onã – Encontrar Caminhos, do artista Sandro Aiyê.

A mostra apresenta esculturas de grandes dimensões produzidas em madeira de demolição, explorando elementos como equilíbrio, permanência e memória, enquanto preserva as marcas do tempo. Inspiradas na simbologia de Exu, as peças dialogam com conceitos de movimento, mediação e abertura de caminhos, propondo ao público novas leituras sobre a cultura afro-brasileira em um contexto contemporâneo.