Considerado um dos museus mais importantes e populares do mundo, o Louvre vai promover um concurso para escolher o escritório de arquitetura que irá liderar a sua tão esperada expansão. Os finalistas da competição serão selecionados em outubro por um júri de 21 especialistas do mundo todo e o grande vencedor será anunciado no início de 2026. O projeto criado pelo governo francês, batizado de “Novo Renascimento”, tem custo estimado de 400 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 2,5 bilhões, e será financiado pela receita de ingressos e por patrocínios.

Entre as melhorias previstas, está a construção de uma galeria exclusiva para a obra de arte mais famosa do museu, a Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci. O espaço de 3 mil m² será construído no subsolo, sob o Cour Carrée, e funcionará com entrada mediante agendamento e pagamento de taxa extra. A proposta é que os visitantes possam apreciar melhor a pintura e conhecer mais detalhes sobre a sua criação.

“Nossa intenção é proporcionar um encontro de alta qualidade com essa obra-prima”, explicou Laurence des Cars, presidente do Louvre, em entrevista ao jornal “Le Monde”, argumentando que o novo ambiente precisa oferecer “um verdadeiro momento de contemplação”.

O concurso arquitetônico também inclui uma nova entrada na fachada leste do museu, próxima ao rio Sena. A ideia é diminuir a pressão sobre a Pirâmide do Louvre, estrutura de vidro e aço projetada pelo arquiteto I.M. Pei nos anos 1980, durante a última grande reforma do museu. “A pirâmide de Pei é brilhante, mas já não é suficiente para acomodar os nove milhões de visitantes que lotam nosso museu todos os anos”, afirmou des Cars ao “Le Monde”.

A gestora acrescentou ainda que a nova entrada não será uma construção “disruptiva” como foi a pirâmide, e destacou que os arquitetos devem evitar contrastes com a colunata clássica do século XVII que adorna a fachada.