Andrea Velame

Lifestyle, Wedding and Decor

30
jul

Violetas em casa + Dicas!

Pequenas e vistosas, pertencentes à família Violaceae, as violetas se adaptam muito bem aos ambientes internos e, se mantidas em condições favoráveis, são capazes de florir o ano todo. Segundo o arquiteto e paisagista Marcos Malamut, o grande segredo no cultivo dessas flores é a escolha de um local apropriado que forneça bastante luminosidade para a plantinha florescer.

“O melhor é mantê-las próximas às janelas mais luminosas, mas protegidas de qualquer incidência de luz solar direta, que pode queimar suas folhas e flores”, explica Malamut. Para saber se o lugar é adequado, basta observar a aparência da planta, que é influenciada pela intensidade da luz. Com luminosidade insuficiente o vegetal não floresce e pode produzir folhas com pecíolos (caule das folhas) muito longos. Caso receba luz em excesso pode apresentar aparência atrofiada, produzindo folhas frágeis, com pecíolos mais curtos e folhagem pálida, ensina o paisagista.

Getty ImagesUma folha de violeta dá origem a outra muda

Replantio

As violetas podem ser replantadas cerca de uma vez por ano ou quando a parte sem folhas do caule apresentar cerca de três centímetros de comprimento. Marcos Malamut afirma que para realizar este procedimento a planta deve ser retirada com cuidado do vaso, com o auxílio de uma faca ou espátula, e removidas todas as brotações laterais, mantendo-se apenas a central.

As filas de folhas também devem ser aparadas de maneira a se manter apenas um anel completo de folhas na planta. Com o auxílio de uma tesoura afiada e desinfetada, a metade inferior da raiz também deve ser aparada. Já o vaso preparado para receber a muda deve ter cerca de um terço do diâmetro da planta. Na hora do plantio, o solo ao redor deve ser pressionado delicadamente de maneira a não alterar o nível do substrato em volta do caule. “Caules muito enterrados podem apodrecer”, alerta Malamut.

Plantas recém envasadas não devem receber fertilizantes até que se estabeleçam bem, com o crescimento de novas raízes. Segundo o paisagista, depois de estabelecidas podem ser adubadas quinzenalmente com adubo líquido com formulação apropriada para violetas.

Getty ImagesHá diversas variedades de violetas, bem como plantas que se assemelham fisicamente às flores, mas não pertencem à família Violaceae

Violeta africana

Existem muitas similaridades entre os diversos tipos de violeta cultivados e vendidos e algumas plantas que não pertencem à família botânica das violáceas. As semelhanças físicas tão marcantes que algumas variedades acabam tomando emprestado o nome “violeta”, é o caso da popular violeta africana (Saintpaulia ionantha), que na verdade faz parte da família das gesneriáceas (Gesneriaceae).

Segundo o arquiteto e paisagista Marcos Malamut, um dos maiores problemas associados com o cultivo das violetas africanas é a água excessiva, que pode favorecer o surgimento de doenças fúngicas e a consequente podridão da base da planta. “O pratinho não pode permanecer cheio de água, pois essas plantas são facilmente mortas  por conta do excesso de regas”, alerta.

Malamut recomenda a rega apenas quando a superfície do substrato começar a secar, além evitar molhar as folhas para não manchá-las. “A temperatura da água também é crítica, o melhor é procurar usar água em temperatura semelhante à do ambiente da planta”, conclui.

Por Simone Sayegh.